Condição rara impede curitibana de virar palma das mãos para cima, e improviso para carregar objetos chama a atenção: 'Não consigo segurar as coisas de forma convencional'

  • 30/04/2026
(Foto: Reprodução)
Condição rara impede curitibana de virar palma das mãos para cima; conheça O que era para ser uma simples conchinha com as mãos para pegar pipoca fez Yasmin Peixoto, de 30 anos, perceber ainda na infância que não movimentava as mãos de maneira convencional — e isso fez com que ela precisasse adaptar situações rotineiras para o resto da vida. Assista acima. Artista de Curitiba, Yasmin vive com sinostose radioulnar bilateral, uma condição rara em que os ossos do antebraço ficam "grudados", impedindo o movimento de rotação das mãos. Na prática, a condição a impede de virar as palmas do membro para cima. ✅ Siga o g1 PR no WhatsApp “Eu não conseguia fazer uma conchinha para pegar a pipoca. A mãe da minha amiga achou estranho e comentou com a minha mãe. Foi aí que a minha mãe foi perceber que eu tinha essa dificuldade no movimento”, lembra. Um especialista ouvido pelo g1 explicou que a literatura médica possui apenas cerca de 700 registros de casos como o da paranaense. Veja detalhes mais abaixo. Yasmin Peixoto, de 30 anos, tem sinostose radioulnar bilateral Redes sociais Ao longo da vida, ela passou por consultas e exames, mas havia pouca informação sobre o caso no fim dos anos 1990. Na adolescência, uma nova avaliação indicou a possibilidade de cirurgia, mas sem garantia de resultado definitivo. A família optou por não seguir com o procedimento. "Quando a gente fazia o raio-X, os médicos ficavam com eles lá para estudo. Eu acho que pelo fato deles terem falado que não tinha o que fazer, aceitei que era a minha condição e que ia viver a partir disso", disse. Por conta da limitação, Yasmin desenvolveu formas próprias de realizar tarefas simples. Em vez de segurar objetos com a palma da mão, ela apoia os itens na parte de cima do membro ou faz uma espécie de "pinça" para segurar os objetos. Recentemente, Yasmin resolveu detalhar a própria condição em um vídeo nas redes sociais e viralizou. "Não consigo segurar as coisas de forma convencional, então eu tenho que colocar tudo em cima da minha mão. E eu sou muito boa nisso. Às vezes as pessoas querem me dar coisas pra segurar, mas como eu não consigo, eu faço uma pinça com a mão parecendo grande dinossauro", brincou. Yasmin Peixoto, de 30 anos, tem sinostose radioulnar bilateral. Redes sociais Leia também: Dois morreram: Caminhão que caiu dentro de represa transportava 5 mil litros de tinta no PR Ponta Grossa: Caminhoneiro mata a esposa a tiros em casa e tira a própria vida logo depois Previsão do tempo: Paraná registra geada e termômetros a 2,5ºC; veja imagens Adaptação ao longo da vida A necessidade de adaptação surgiu para todo tipo de situação rotineira, como segurar copos e pratos, se maquiar, pegar troco e até carregar o filho no colo. Atos comuns, como bater palmas acima da cabeça, lavar o rosto na pia ou tirar uma selfie, exigem improviso. "Às vezes eu me sinto pouco como aquelas bonecas de plástico que a gente inverteu os braços", riu. Apesar da condição, Yasmin afirma que nunca viveu restrições, nem impedimentos para trabalhar. Ao longo da vida ela foi garçonete, inclusive equilibrando bandejas em cima da mão, e atualmente trabalha com pinturas e reformas. Um dos poucos desejos ainda difíceis de realizar é o de tocar violão. Ainda assim, ela usa o humor para mostrar o dia a dia e afirma que nunca construiu sua identidade em torno da limitação. O que é sinostose radioulnar Ortopedista fala sobre a sinostose radioulnar De acordo com Adenor Israel de Oliveira, membro da Câmara Técnica de Ortopedia e Traumatologia do Conselho Federal de Medicina do Paraná (CRM-PR), a sinostose radioulnar é uma condição rara em que os ossos do antebraço ficam unidos, impedindo o movimento de girar a mão. Ela pode ser congênita, quando a pessoa nasce assim — como no caso de Yasmin — ou surgir após fraturas. "No caso da congênita, ela é muito rara. Tem, mais ou menos, uns 700 casos só relatados na literatura", disse o médico. Segundo o especialista, nem sempre há indicação cirúrgica. Apesar de limitar alguns movimentos, a condição não piora com o tempo e, na maioria dos casos, é possível se adaptar e levar uma vida normal. Mesmo convivendo com a condição desde a infância, Yasmin só descobriu o nome técnico recentemente, após viralizar. "Eu acabei conhecendo várias outras pessoas que também têm essa condição e eu nunca tinha conhecido ninguém a vida toda. Descobri que tem pessoas que têm isso só em um dos braços e não nos dois." Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2026/04/30/condicao-rara-curitibana-palmas-maos.ghtml


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