Caso Eloah: mulher que tirou bebê da família em Curitiba é condenada a 4 anos em regime semiaberto

  • 29/04/2026
(Foto: Reprodução)
Bebê é sequestrado por falsa agente de saúde em Curitiba Leandra Ferreira de Souza foi condenada a quatro anos de prisão, em regime semiaberto, pela subtração da menina Eloah, na época com 1 ano e seis meses. Ela deverá pagar cerca de R$ 8 mil por danos morais à família da criança. Leandra poderá recorrer em liberdade. O crime foi em janeiro de 2025, em Curitiba. Na ocasião, se passando por uma agente de saúde, a mulher abordou a mãe da criança e levou a menina. Eloah foi resgatada cerca de 30 horas depois, em uma casa em Campo Largo, na Região Metropolitana. ➡️ Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o crime de subtração de incapaz ocorre quando alguém tira uma criança ou adolescente de quem tem a guarda legal, com o intuito de colocação em lar substituto, ou seja, fazer com que a criança ou o adolescente passe a viver em outra família. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Leandra também respondia pelo crime de falsidade ideológica, uma vez que escreveu um bilhete, se passando pela mãe da criança, no qual ela supostamente autorizava que a criança fosse levada. Por este crime, ela foi absolvida. Na sentença, a juíza fundamentou que a declaração era evidentemente falsa, sendo incapaz de induzir alguém a erro ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, como exige a lei. A sentença ressalta que Leandra está proibida de se aproximar de Eloah e da família dela, assim como não pode tentar manter nenhum tipo de contato com eles. O advogado Raphael Alves do Nascimento, responsável pela defesa de Leandra, informou que pretende recorrer da decisão, uma vez que entende que não se tratou de um caso de subtração de criança. Ele comemorou a absolvição do crime de falsidade ideológica. Carta que Leandra apresentou à polícia dizendo que mãe entregou a filha para ela Reprodução/RPC 'Sensação de insuficiência', diz família O advogado Leonardo Mestre Negri, que representa a família de Eloah, afirmou que recebem a sentença com sentimentos opostos. "De um lado, foi finalmente reconhecido pelo Poder Judiciário que Eloah foi arrancada de seus pais por meio de fraude, mentira e abuso de vulnerabilidade, confirmando-se a verdade sustentada desde o primeiro momento; de outro, a resposta estatal causa indignação e profundo inconformismo, por se mostrar muito aquém da gravidade dos fatos e do sofrimento imposto à criança e a toda sua família", diz a nota. O advogado classificou a pena aplicada como "branda" e a indenização como "meramente simbólica" e disse que isso transmite "inequívoca sensação de insuficiência e revitimização institucional". Conforme o advogado, a absolvição quanto ao crime de falsidade documental é contestável. "Não se pode tratar como fraude grosseira um documento cuja falsidade somente foi desconstituída mediante perícia técnica oficial da Polícia Científica, o que revela aptidão concreta para enganar terceiros e sustentar a indevida retenção da criança", afirmou. "A proteção integral da infância exige respostas firmes, proporcionais e sensíveis ao trauma causado à vítima e aos seus familiares, razão pela qual a decisão será submetida ao devido reexame recursal", finalizou Negri. LEIA TAMBÉM: Buscas: Primas desaparecem após serem convidadas para festa por conhecido; suspeito está foragido Crime: UFPR investiga se ameaças de estupro contra estudante de Medicina partiram de aluno da universidade R$ 6,5 mil de danos morais: Mulher é condenada por impedir passagem de cadeirante negro em ônibus e fazer insulto racista contra ele Família foi abordada pela mulher Polícia encontra Eloah Rone As investigações apontaram que a mulher, vestida com avental e máscara sanitária, chegou à casa da família no bairro Parolin e se identificou como agente de saúde. Ela alegou que a mãe de Eloah precisava fazer um exame de sangue devido a uma denúncia. Em seguida, Leandra distraiu a mãe e levou a criança embora. Cerca de 30 horas depois do sequestro, depois de investigações e denúncia de que o carro da suspeita foi visto em Campo Largo, policiais do serviço de inteligência da Rondas Ostensivas de Natureza Especial (RONE) chegaram ao local em que a mulher e Eloah estavam. A bebê foi encontrada com o cabelo cortado, pintado e alisado. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2026/04/29/caso-eloah-mulher-que-tirou-bebe-da-familia-em-curitiba-e-condenada-a-4-anos-em-regime-semiaberto.ghtml


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